quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Milwaukee 8: Engine Idle Temperature Management System (EITMS)

O EITMS, ou o "sistema que desliga o cilindro traseiro" era corriqueiro nos Twin Cam, podendo ser setado pelo acelerador eletrônico nas Tourings ou via programação nas Softails, mas eu não tinha certeza se essa função estava setada no M8.

Desde ontem (2/10) o calor no Rio apertou e a temperatura nos corredores de transito vem subindo e notei que o EITMS existe no M8.

O M8 já é um motor que dissipa menos calor que o TC e isso é um aumento no conforto para usar as HDs no trânsito, mas foi uma boa surpresa notar o EITMS funcionando ontem.

Ao lado da marcha lenta girando na casa dos 800 rpms e com o EITMS entrando em funcionamento ficou bem mais suportável usar a moto no transito pesado.

Resta saber como vai ser quando chegarmos no pico do verão. Confesso que muitas vezes deixei a CVO em casa para usar o ar condicionado no carro durante o verão por ser um sofrimento usar a CVO em transito pesado, coisa que acredito não vá acontecer com a RKS.

Por enquanto segue a "lua de mel" com a RKS.

Slip On Eliminator 400 Vance&Hines: ponteiras instaladas

Como já havia comentado em postagem anterior, comprei as ponteiras Eliminator 400 da Vance&Hines. Não tive tempo para instalar antes da revisão, mas foram instaladas logo em seguida.

As ponteiras foram compradas via web na Motobox (veja o link para as ponteiras disponíveis no site) e instaladas pelo Adriano, como sempre.

As ponteiras originais tem um visual agradável e a troca se deu somente por preferência pessoal. Abaixo uma foto da traseira da moto com as ponteiras originais.




As novas ponteiras são mais abertas e sem o visual "charutinho" e deixaram a traseira da moto com um visual mais encorpado pelo tamanho da saída.

Abaixo uma foto de como ficou:


e no detalhe:



E como pediram "fotos com som", certo Tovar, segue um vídeo delas em marcha lenta que está publicado no Youtube:


O som das ponteiras é bem grave, incomoda pouco se você não "enrolar o cabo", não tive qualquer tipo de problema com back fires ou decel pop, demonstrando que o mapa original do M8 é bem resolvido.

E como já previa, eliminei um ponto de dissipação de calor com a troca das ponteiras: como são menos restritas, os gases dissipam com mais facilidade e diminui o calor nas ponteiras que costumava incomodar nos tornozelos.

Com isso o custo de uso subiu para estratosféricos R$ 5,02/km rodado aos 1700 kms rodados: as ponteiras custaram R$ 3.499,00 divididas em 6 parcelas, com frete de R$ 178,00 da GolLog e R$ 180,00 da instalação.

E that's all folks... Salvo algum problema, espero parar a moto na oficina somente daqui a um ano ou quando completar 4.000 kms para troca de óleo.

moto na chuva: consequências


Dia seguinte a entrega da revisão, onde foi lavada, e a moto acabou tomando uma chuva forte.

Resultado disso: banco molhado soltando água pela costura nos dois dias seguintes, além de velocímetro, marcador de combustível e farol embaçados.

Nada que não seja uma "característica" das HDs, mas é a primeira moto que tenho e apresenta essas características.

Como os dias seguintes não foram de sol, essas "características" demoraram a ser resolvidas e o farol segue com ligeiro embaçamento ainda hoje (quase uma semana depois da chuva).

Com isso já posso dizer que tenho uma "legítima HD"....

primeira revisão na RKS

Quarta feira passada (28/8) foi feita a primeira revisão da RKS.

Moto recebida na Rio Harley-Davidson na véspera para fazer serviço na primeira hora da data agendada. Não tinha nada a reclamar, apenas lembrei um olho de gato que ficou faltando no alforge direito quando da entrega da moto em janeiro e que não foi resolvido até agora.

Esse olho de gato gerou uma OS interna para requisição da peça e quando chegar prometeram de avisar. Eu acredito que a solução será retirar o olho de gato do alforge esquerdo, mas vou esperar pela conclusão.

Revisão feita, moto entregue no fim de tarde de quarta feira.

Moto foi entregue limpa e apresentaram relatório das ações executadas. Resumindo o relatório foi feita troca de óleo de motor, caixa e primária, troca de filtro de óleo, reaperto geral, lubrificação de caixa de direção, verificação de folga da correia, alinhamento de rodas e calibragem de pneus.

Chamou a minha atenção que continua sendo utilizado o Motul para caixa e primária, mas usam o óleo HD SAE 360 para o motor. Detalhe que o HD SAE 360 tem base mineral ao invés do Motul 7100 que tem base sintética e vinha sendo usado pelos dealers até 2016 (última revisão que fiz na CVO) o que vai obrigar a uma provável troca intermediária se atingir 4000 kms antes da próxima revisão.

Não houve desconto HOG (presente na revisão feita na CVO em 2016) e a revisão ficou em R$1.099,00. Com isso o custo de uso sobe para R$2,93/km rodado.

Próxima revisão dentro de um ano a contar desta revisão (agosto/2019 com tolerância de quinze dias) ou 8000 kms rodados, o que acontecer primeiro.

Vale a pena notar que em 2016 a contagem de tempo não era feita dessa maneira (espaço de tempo entre revisões), mas sim um ano a contar da entrega da moto. Ficou mais racional dessa maneira.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Slip-on Eliminator 400 Vance&Hines

Na viagem para o HD 115 eu cheguei a ver e ouvir essa ponteiras "ao vivo e a cores".

É um produto bem feito e bem acabado como já é tradição na V&H. 

O vendedor garantiu que, a princípio, não seria necessário fazer qualquer tipo de ajuste, mesmo para as HDs internacionais.

A opção a essas ponteiras era a Neighbor Hater da Cobra, mas essa eu não consegui achar.

As ponteiras V&H tinham preço de 550 dólares, taxas inclusas, e pesavam pouco mais de dois kg, além de ser um belo trambolho para quem já tinha um guidão comprado que já tinha me obrigado a comprar uma mala maior.

Mandar via DHL acrescentava mais 210 dólares (over sized package) e iria ser taxada na chegada ao Brasil (acrescente outros 400 dólares na conta) deixando as ponteiras acima dos 1.000 dólares de custo.

Eu pesquisei antes de viajar, já tinha visto as ponteiras em uma loja da web chamada Motobox de São Paulo, mas o produto estava com indicação de esgotado e por isso estava analisando as ponteiras da Cobra.

Semana passada voltei a pesquisar e novamente o Google me levou ao site da Motobox onde constava as ponteiras da V&H pelo preço de 3.500,00 mais frete, com possibilidade de 10% de desconto para pagamento a vista ou parcelar em seis vezes.

Compra feita na última sexta feira e as ponteiras chegaram ontem (segunda feira) com frete via GolLog (envio aéreo). Recomendo a empresa.

Agora é desembalar e instalar após a revisão de 1.600 kms e ver se o vendedor da V&H tem ou não razão ao afirmar que não haverá necessidade de ajustes...

5000 kms com o M8

A RKS vai para revisão de 1600 kms amanhã e com os 3.600 kms percorridos com a Street Glide nos EUA ultrapasso a marca de 5.000 kms usando o M8.

Enquanto a SG americana já usava um motor bem amaciado (cerca de 16.200 milhas ou 25.900 kms), a RKS está cumprindo o final do período de amaciamento fazendo a revisão de 1.600 kms.

Tanto o motor americano quanto o motor brasileiro estão com suas configurações stock, ou seja filtro e escapes originais.

Como a moto americana foi licenciada na Flórida, a configuração stock dela é menos restrita que a nossa, além do fato de usar gasolina com percentual de álcool limitado a 10% (a nossa gasolina usa percentual de álcool variando entre 25 e 27%), mas de maneira geral o comportamento de ambos os motores é bastante similar, com o nosso motor esquentando um pouco mais que o motor americano.

Muitos rumores davam conta de problemas com o M8: nesses 5.000 kms não tive nenhuma queixa. O motor é forte, com aceleração linear e com torque aparecendo em qualquer regime de rotação, tanto que era possível sair de 70 mph (110 km/h) para 90 mph (140 km/h) sem sequer reduzir de sexta para quinta marcha, coisa que não consegui nem com o Twin Cam 110 SE da Street Glide CVO.

Aliás o Twin Cam é um motor que precisa ser "liberado" para render bem: a configuração Stock é muito mais restrita que a configuração Stock do M8, panorama atestado pelos preparadores de motores HD que conseguem um ganho menor com o Stage I no M8 do que o ganho conseguido com o Stage I no Twin Cam pelo fato do projeto do M8 estar melhor dimensionado para as atuais normas verdes que são usadas nas homologações dos motores a combustão interna.

Ainda não penso em fazer nenhum ajuste ou remapeamento na RKS.

Eu cheguei a marca de 110 mph (180 km/h) apenas uma vez e mantive essa velocidade por, talvez, 10 minutos para me agregar ao grupo na estrada e o M8 seguiu sem maiores problemas. Na RKS ainda não ultrapassei a marca de 120 km/h, mas o M8 brasileiro confirma o bom rendimento do M8 americano.

E pela experiência com a RKS percebo que o sistema elétrico do conjunto M8 é bem melhor dimensionado que o do Twin Cam porque a RKS passa intervalos de tempo grandes parada na garagem, sempre ligando na primeira tentativa.

O M8 é um motor melhor que o Twin Cam representando uma evolução em termos mecânicos.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Road King Special: ergonomia II

Antes de viajar comentei sobre a ergonomia da RKS e o ganho com o uso dos manetes reguláveis da Oberon Performance e sobre o problema das manobras em baixa rotação (pode ler aqui).

Na postagem falei sobre dois guidões, um original HD (o Road King Fat Handlebar p/n 55800388) e um da Wings Custom (o Flat Bar).

Durante a viagem do evento HD 115 eu passei em alguns Dealers e não encontrei o guidão original, mas o atendente da Bumpus HD em Memphis fez uma recomendação do Fat Reach Handlebar (p/n 55800714) e visualmente achei que poderia ser uma boa solução e comprei.

O Fat Reach Handlebar tem rise e comprimento um pouco maior que o Road King Fat Handlebar, mas praticamente a mesma medida de pullback.

Tanto um quanto o outro prometem trazer os comandos mais próximos do piloto pelo maior pullback mudando apenas a indicação de uso: o Road King Fat é indicado para a RKS e o Fat Reach é indicado para as Softails. Na prática serviu como uma luva na RKS.

A RKS e seu guidão original era assim:



E ficou assim:



Visualmente o que chama a atenção é a menor altura do guidão novo (7 polegadas contra 9 polegadas), mas o guidão também deixou os manetes mais próximos



Infelizmente não tenho fotos nessa posição do guidão original para poder fazer uma melhor comparação.

Com o guidão mais baixo e mais fechado melhorou muito o uso do corredor com a RKS: já consegui voltar a empurrar motoboy no corredor da Pinheiro Machado, e o manete regulável permite maior controle da embreagem.

Sei muitos colegas preferem os guidões mais altos (mini apes e ape hanger de 12 polegadas ou mais), mas eu venho de uma pilotagem com semiguidões manx e fico muito mais a vontade com os punhos mais baixos.

Aliás, o guidão original mais alto vinha deixando a mão direita dormente e os punhos doloridos pelo pullback menor do guidão original. Foi um ganho muito grande para a minha pilotagem.

Os cabos permaneceram originais pois o novo guidão é mais baixo, o que deixa a brincadeira mais barata, embora a montagem tenha sido bem trabalhosa devido à HD mudar o sentido da enfiação: antes você enfiava a tomada pelo guidão saindo do centro e agora faz o sentido ao contrário pois a tomada ficou maior. Outro detalhe interessante é o uso de fita condutora ao invés da fiação tradicional.

A fita condutora é um cabo chato por onde toda a fiação é ensanduichada permitindo menos problemas na condução do sinal elétrico, mas precisando de cuidado extra para não quebrar a fita no momento da instalação.

Também não houve necessidade de troca de risers, sendo a instalação do novo guidão totalmente plug'n'play, bastando passar a fiação por dentro dele.

No final a brincadeira ficou em 250 dólares da compra do novo guidão (com direito a desconto de HOG member oferecido pela Bumpus HD de Memphis) e 380 reais da mão de obra do Adriano.

Fazendo conversão de 4 reais para cada dólar temos mais R$1.380,00 para o custo da RKS, que chega aos 1400 kms ao custo de R$ 2,56/ km rodado.