segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Capacete Bell Star MIPS: primeiras impressões

Tenho andado com o novo capacete para avaliar. Ainda não fui para circuito rodoviário, mas no circuito urbano, mesmo com as temperaturas "infernais" do verão carioca, me agradou bastante.

O capacete é bem ventilado, extremamente compacto, a visão lateral é pouco comprometida e dentro do esperado para um capacete integral tricomposto: é mais pesado carregando na mão do que vestindo na cabeça.

O casco MIPS deixa o capacete bastante justo na cabeça, sem qualquer oscilação em velocidades até 120 km/h, embora não tenha tido oportunidade de imprimir esse ritmo por muito tempo dentro da cidade.

A viseira Protint que veio como brinde é excelente: escurece e clareia com rapidez proporcionando conforto na entrada e saída de túneis e garagens. Funciona com o mesmo princípio das lentes transitions que escurecem com a ação do ultra violeta. É mais fina que a viseira que acompanha o capacete e tem duas regulagens permitindo uma abertura mínima ou total.

A acústica é muito bem resolvida deixando o som das ponteiras ainda mais grave sem qualquer prejuízo para o som externo. Como o casco é muito justo, usar headphone ou intercom pode ser difícil, necessitando de alguma adptação. Por enquanto sigo com o silêncio do capacete.

O produto é bom e recomendo para quem está pensando em usar capacete integral. Vamos ver como o capacete vai se comportar durante o uso.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

primeiro sintoma de regulador abrindo o bico

Mesmo com uso diário durante a semana, parece que algo vai mal no sistema elétrico.

A moto está virando sem qualquer problema e sem aquele tradicional delay na partida característico de bateria cansada: ponto para a bateria que consegue suprir energia para virar a moto mesmo após ter ficado dois dias sem uso.

Na sequencia, na primeira saída durante a semana (segunda feira pela manhã, após ter ficado parada normalmente sábado e domingo), noto a luz do farol variando a intensidade da luz e eventualmente o painel apaga, voltando tudo ao normal conforme a moto vai rodando e o regulador/estator passa a fornecer energia para o sistema elétrico, passando a ser a principal fonte de energia do sistema elétrico.

No diagnóstico de erro tenho o mesmo erro na seção do velocímetro (spdo) e outro na seção BCM (bcm): B2272 - high voltage BCM/IM quando o notei a funcionamento fora do normal nas luzes e hoje tive um aviso de pane elétrica (acendeu a luz vermelha que indica o alarme ativado quando a moto está desligada). Rodei novamente o diagnóstico e tive mais dois erros: um de powertrain (ecm): P0562 (ECM voltage low) e outro na seção de ABS (abs): C0563 (ABS voltage high).

Não fiz nenhuma verificação na bateria para saber se ela está carregando fora da faixa de utilização, mas pela experiência tudo indica uma falha no regulador de voltagem, deixando ultrapassar a carga no sistema quando está em uso.

Vou observar por mais um tempo, afinal estamos em fim de ano e deixar a moto na oficina para buscar solução de problema elétrico costuma ser mais longa que durante o restante do ano.

Como preciso fazer o recall de embreagem, com sorte faço tudo junto no início do ano, se a RKS não decidir "aproveitar o reveillon" na oficina do dealer.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

jeans e proteção na estrada: combina?


Essa foto mostra meu uniforme de estrada: bota, casaco de couro, calça de cordura impermeável e a luva que não está na foto.

Vejo poucas reclamações em relação ao casaco ou a bota, mas muitos não gostam das calças de proteção em cordura ou couro por serem mais "armaduradas". 

Eu gosto da calça de cordura, principalmente em viagens longas onde as condições climáticas mudam rapidamente e com a calça de cordura já estou preparado além da proteção contra a abrasão em caso de queda, mas para usar fora da moto é bastante desconfortável.

Por conta disso muitos fabricantes estão investindo em jeans com proteções. Os mais conhecidos no Brasil são as calças HLX feitas em jeans reforçados e com proteções removíveis nos joelhos, coxas e glúteos.

Mas como tudo evolui, os principais fabricantes de equipamentos em segurança para motociclistas (Dainese, Rev'it, Bering) e as principais marcas premium (Harley-Davidson, BMW, Triumph), além de algumas marcas menos conhecidas do público em geral (Corse e Joe Rocket) já começam a mostrar calças jeans com forros em poliamida e kevlar.

É lógico que tudo tem seu preço (as melhores HD FXRG não custam menos de 300 dólares, assim como Triumph Hero e BMW 5 pockets.

No mercado livre encontram-se muitos modelos e no Fórum Harley já comentaram muito bem sobre as calças Corse (link aqui) e sai mais em conta (cerca de R$ 500,00).

O conforto do uso fora da moto vai custar vestir a capa de chuva quando necessário pois, como toda calça jeans, não é impermeável.

capacete Bell Star MIPS Isle de Man


Como já havia postado (aqui) aposentei o N-44 e estava decidindo o próximo capacete fechado.

O que me fez decidir por esse modelo foi a tecnologia MIPS (multi-directional impact protect system) que garante maior proteção à caixa craniana se movimentando internamente e mantendo a cabeça fixa enquanto o corpo e capacete vão balançando com a queda.

É um capacete tricomposto (aramida, kevlar e fibra de carbono) e peso máximo de 1,5kg.

Usei a medida do Bell Custom 500 (tamanho 58) e o capacete ficou perfeito.

A primeira impressão é boa, com o forro bem acolchoado. O casco externo tem 4 medidas o que garante um tamanho mais proporcional, mas deixa a turma claustrofóbica incomodada porque, a exemplo da AGV, a queixeira deixa pouco espaço entre o queixo e o capacete.

Tem boa área de visão, abertura para ventilação no queixo e no alto da cabeça, além de abertura de exaustão e a Bell garante que o sistema Panovision e o perfil streetview aumentam o conforto e a visão na posição mais ereta que é característica nas motos custom.

Comprei o capacete na Grid Motors via web e foi entregue em casa 5 dias após a efetivação da compra.

O preço do capacete é R$2.799,00 (na FC-Moto custa 416 euros e na RevZilla custa 530 dólares). Recebi um desconto pela primeira compra no site (5%) e mais um desconto por ter comprado a vista (5%), na realidade pagamento em uma vez no cartão de crédito, fazendo um total de R$ 2.545,00 (R$19,00 de frete).

A FC-Moto cobra frete de 20 euros, a RevZilla cobra frete de 40 dólares para esse capacete. Considerando as taxas de importação temos cerca de R$3.000,00 para a compra feita na Europa e cerca de R$3.600,00 para a compra feita nos EUA com importação direta.

Até mesmo para quem viaja e traz o capacete na mala a economia não chega a ser significativa (cerca de R$1.800,00 para a compra feita na Europa e R$ 2.100,00 para a compra feita nos EUA) porque além do transtorno de trazer o capacete na mão, ainda tem a possibilidade de problemas com a alfândega e fiscalização com a PRF na estrada pela falta do selo.

Agora é usar o capacete para ter uma melhor avaliação, mas isso demora porque o capacete vai ser presente de natal....  

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Recall para Tourings 18/18

A HDMC está convocando os proprietários de motocicletas da família Touring fabricadas em 2018 para fazer recall na embreagem hidráulica.

O anel de vedação do segundo cilindro pode deixar vazar fluído deixando a motocicleta sem possibilidade de engatar/desengatar marcha.

Se isso ocorrer em ponto morto não haverá maiores problemas além de não conseguir sair com a moto do lugar, mas em caso da moto em movimento o problema se agrava pela impossibilidade em desengatar a marcha e manter a moto tracionando mesmo com freios acionados.

Você pode verificar se sua moto está relacionada para o Recall consultando o site da HDMC, na seção de proprietários digitando seu VIN (número do chassi relacionado no documento da moto), ou verificar se a numeração do VIN encontra-se no intervalo divulgado no edital do recall.

Wilson Roque traz as numerações dos chassis envolvidos no recall, basta acessar aqui.

Não deixe de fazer nenhum recall pois trata-se da sua segurança.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Catálogo 2019 no ar

A lista de preços para a linha 2019 já tinha sido divulgada nos fóruns e pages do Facebook, mas o site da HDMC Brasil ainda não tinha o catálogo 2019.

Os amigos Bira (aqui), Dan Morel (aqui) e Wilson Roque (aqui) já postaram a tabela para quem estiver curioso.

Já o catálogo HD Brasil apareceu na web no meio da semana passada (18/10) e já está disponível para o público, inclusive com os dealers aceitando encomendas.

Como já havia comentado em postagem anterior quando comentei sobre os números da ABRACICLO (aqui) as novidades são a família Touring com os motores 114 (exceção à Road King Classic que continua com o 107), a Iron 1200 e as Softails Sport Glide e FXDR. 

Foram descontinuadas as Sportsters Roadster e Custom 1200.

Na linha CVO a Street Glide volta e compõe com Road Glide e Limited a família CVO.

Os aumentos para a linha 2019 foram de cerca de 3% para as Sportsters remanescentes, cerca de 5,5% para as Softails mais baratas, 3% para as Softails mais caras, cerca de 3% para Limited, RK e Street Glide e 6% para a Road Glide.

Essa pequena correção antecipa o aumento para a linha 19/19, uma vez que esses preços estarão valendo para as 18/19 que estão a venda neste fim de ano.

Verificando os números, já vemos que modelos que foram "subvencionados" pela HDMC perderam esse subsídio tendo aumentos superiores ao aumento médio de 3% (Street Bob, Slim e Road Glide tiveram os maiores aumentos percentuais) ficando alinhados à política de preços da HDMC.

Se esse conceito continuar válido, as novidades Iron 1200, Sport Glide e FXDR devem sofrer um aumento ligeiramente maior em 2019 para se alinharem aos demais modelos. Quem quiser bancar a aposta nas novidades, a hora é essa.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Millwaukee 8: desliguei o EITMS


Postei no inicio do mês que notei o EITMS funcionando e como a primeira impressão foi boa, este postagem vai no sentido contrário: com o uso notei que ao "desligar" o cilindro traseiro, o cilindro dianteiro sobe a marcha lenta para a casa dos 1200 rpms e isso faz com que o calor dissipado pelo motor aumente consideravelmente.

Notei isso em um dia de trânsito mais pesado que o costume onde bastava parar e o sistema entrava em funcionamento, mas não tinha o efeito que vinha obstervando anteriormente, pelo contrário: passou a incomodar e notei a subida da temperatura no tanque de óleo (fica na altura dos tornozelos), coisa que não notava antes.

Passei a dar mais atenção e notei a mudança na marcha lenta e decidi desligar o sistema.

Com o sistema desligado, a marcha lenta se manteve na casa dos 800 rpms mesmo com a temperatura aumentando, mas melhorou a dissipação de calor e a temperatura no tanque de óleo deixou de incomodar.

Conclusão: desliguei o sistema, que provavelmente foi ligado na revisão pois não havia notado o funcionamento do sistema até a moto voltar da revisão.

Em breve estaremos no verão e vou conseguir formar uma melhor opinião.

Por enquanto o EITMS seguirá desligado.